sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Espirais

E perder passa a não ser assustador. Tantas coisas parecem feitas justamente para serem perdidas que perdê-las não é mais que um contra-tempo. Eu perco coisas todos os dias. Lugares. Nomes. Situações. Tempos atrás, perdi um rio. Uma cidade, ano passado. Aos 21, um continente inteiro.
Eu os perdi, mas isso não é assustador.
Até mesmo perdê-lo acordando. Tomando o seu café. Pedindo sempre o mesmo café. Sem açúcar.
Não mentiria se disesse que desanima, evidente.
Mas é uma arte. Expressiva e personificada. Muito particular. E não é assustador, embora sempre pareça um rodamoinho.

Imagem Dulcimer - Anescient